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Mentiras Perfeitas
 

PEIXE  VIVO

                                          

JK & Kim Novak,  1960.

 

A minha alma chorou tanto

Que de pranto está vazia

Desde que aqui fiquei

Sem a tua companhia

 

Não há pranto sem saudade

Nem amor sem alegria

É por isso que eu reclamo

Essa tua companhia

E é por isso que eu reclamo

Essa tua companhia

 

Como pode o peixe vivo

Viver fora da água fria ?

Como pode o peixe vivo

Viver fora da água fria ?

 

Não há pranto sem saudade

Nem amor sem alegria

É por isso que eu reclamo

Essa tua companhia

E é por isso que eu reclamo

Essa tua companhia

 

Como poderei viver

Como poderei viver

Sem a tua companhia ?

E é por isso que eu reclamo

Essa tua companhia

Sem a tua, sem a tua

Sem a tua companhia ?

E é por isso que eu reclamo

Essa tua companhia

                                                          - Vinicius de Moraes.



Escrito por Lana às 22h14
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" MOZART,  SATIE  e  JOBIM "

 - de Julio Medaglia ( 11. outubro. 1996)

                    

( partitura manuscrita, original, de  Águas de Março,  de Tom Jobim )

 

Jobim é a prova indiscutível de que existem músicos e existem magos. Milhões de melodias são compostas diariamente para serem cantadas, para trilhas de filmes ou para vender pasta de dentes na TV. De repente um carioca pega duas únicas notinhas e as repete monotonamente numa canção e o maior crítico de jazz americano declara: " Águas de Março é uma das 100 melhores do século."

 

Jobim pega a mais simples e banal estrutura rítmica e a repete inúmeras vezes até completar os 8 compassos de uma canção e, do maior cantor do século, Frank Sinatra, ao mais modesto crooner de boate de Bankok, todos interpretam  Garota de Ipanema  à exaustão  deles, não da música. Como se isso fosse demais, esse  "One-Finger-Man", como é chamado Jobim nos EEUU, martela um sambinha de uma nota só e a cúpula do jazz americano - não aqueles que produzem música naquele país  para festinhas de aniversários ou formatura, que adoram ritmos exóticos latinos - sim, a mais inteligente e criativa faixa da música americana cai de joelhos e repete essa mesma nota até  tornar o nosso Tom conhecido nos Estados Unidos e no mundo.

 

Jobim é como Mozart que no auge de sua criatividade compôs simplérrimos e cristalinos  Divertimentos para CordasVocê olha a partitura e vê: não tem nada de novo. É um acorde de dó maior ao lado de um de ré maior. No entanto há 200 anos o mundo se arrepia ao ouvir essa sucessão "óbvia" . Um amigo meu esteve com Karajan nos últimos momentos de sua vida e ouviu o regente do século dizer: " Que pena que eu vou morrer agora. Eu havia acabado de detectar alguns novos mistérios nos divertimentos de Mozart. Eu precisaria mais alguns anos para entendê-los melhor.

 

Jobim é como Erik Satie que no final do século passado, enquanto todo mundo compunha música em toneladas, envolvidos no patos romântico, em paixões desenfreadas, este solitário francês compunha suas  Gynmnopédies . Aqui algumas poucas notas pairavam descontraidamente sobre dois acordes de sétima que se sucediam indefinidamente e essa monotonia estática conseguiu se cristalizar naquio que os teóricos consideram hoje o verdadeiro start do século XX musical. Apesar da enxurrada de melodias que foram criadas pela fúria da indústria cultural que se instalou neste século, as Gynmnopédies de Satie continuam pairando soberanamente no Olimpo dos magos, a todos intrigando e encantando.

 

Pois é: Jobim é como Mozart, é como Satie. Ou é como Stan Getz definiu: " O maior melodista da segunda metade do século XX."

 

( Julio Medaglia, maestro).

 



Escrito por Lana às 11h31
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* AVISO *

                          

de : Álvaro de Campos / Fernando Pessoa, Lisboa, 1923.



Escrito por Lana às 11h23
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A  SUPREMACIA  DO  BELO

Montgomery Clift (1920 - 1966).



Escrito por Lana às 11h00
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AMOR,  MEU  GRANDE  AMOR...

                                                       

Jezebel (Idem, 1938, EUA) -  Henry Fonda & Bette Davis, dirigidos pelo grande William Wyler.

 



Escrito por Lana às 00h44
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CAPAS  QUE  AMO

                               

Cahiers du Cinéma -  Agosto de 1961. Jean-Paul Belmondo & Anna Karina, maravilhosos.



Escrito por Lana às 08h49
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OS  INCRÍVEIS

           

Lucio Cardoso (1913 - 1968).

* " Escrevo porque não tenho olhos verdes. "

* " A tragédia é o estado natural do homem. "

* " Todas as paixões me pervertem, todas as paixões me convertem. "

* " Sou da raça dos que se alimentam de venenos. "



Escrito por Lana às 22h50
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WE  LOVE  YOU KATE !

                                               



Escrito por Lana às 22h27
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CONFIDENTIAL...

Cary Grant & Randolph Scott.

-  Though guys don't dance?



Escrito por Lana às 21h04
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LES  AMANTS

Les Amants - René Magritte.

 

o amor, esse sufoco,

agora há pouco era muito,

agora, apenas um sopro

 

ah, troço de louco,

corações trocando rosas,

e socos.

                                             - Paulo Leminski.



Escrito por Lana às 20h58
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MEU  HERÓI

                                      

 



Escrito por Lana às 20h39
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